quinta-feira, 22 de maio de 2008

If you find yourself caught in love


Pois bem. O maior medo da minha vida é perder o controle. Perder o controle e ficar retardada para sempre flutuando numa onda de obsessão e paranóia. Felizmente, fui agraciada com a formosura da racionalidade, mesmo que esta esteja um pouco apagada em virtude da confusão sentimental que se me apoderou. Tudo o que eu preciso é de um pouco de sanidade. Um momento ou dois para colocar as coisas nos seus devidos lugares (ou em lugares diferentes, mas em algum lugar elas precisam estar). Eu não quero assustar ninguém. Eu não quero forçar nada. Eu só quero que fique bem e pronto e acabou. Isso é que dá uma falta de lote para capinar. Você se pega como um romântico do século XIX fritando a mente em questões puramente metafísicas e morrendo um pouquinho todo dia por causa disso. É muito exagero. Mas eu não sei ser eu se não tiver exagero. Exagero de sono, de preguiça, de bebida e tudo o que é um vício para um espírito. No mais, está tudo bem melhor do que já esteve há três ou dois dias atrás. No mais, é só mais um motivo para não dizer que não falei das flores.


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