sábado, 26 de abril de 2008


Que sábado mais domingo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

I'm made of stone as you walk away

"Sabe... estou focando minha vida no grande objetivo de tornar meu coração uma 'tauba' de madeira bem dura e... bem maciça!"

"Mas você sabe que quando madeira pega fogo é só o calorão, né?"

E quando achamos que estamos sendo espertos...

¬¬

A coca-cola e o sorvete de flocos


Era uma vez uma estória às avessas. Tinha um desses meninos que as pessoas nunca prestam muita atenção. Daqueles que andam tranqüilamente com roupas engraçadas pelos corredores e as garotas se riem pelos cantos. Isso num passado recente. Porque as situações tornam as coisas diferentes. E tinha uma menina também. Como todas as histórias que as pessoas contam. Mas a menina não tinha sapatos de cristal e muito menos um castelo com dragões. Ela tinha uma vida normal. Tomava sorvete sozinha aos domingos e nunca era tão mal humorada quanto podia ser.

Um dia na vida, o menino e a menina se encontraram. E foi tudo uma questão de tempo para a menina aprender que de vez em quando vale a pena conversar bastante com as pessoas e ver o que elas têm de bom. O menino era daqueles encantados. Tinha um sorriso bonito e falava coisas engraçadas. A menina, bem... era daquelas que se precisa ter um pouco de paciência, mas nada que o tempo não dê um jeito para o menino ver que a menina também pode se alegrar com algumas coisas e nem sempre ser tão grilada como ele a julgava.

Num mundo como esse que a gente vive, cheio de feiúra e maldade, pode-se dizer que o menino e a menina conseguiram construir uma bolhinha que se abre quando os dois estão juntos. Porque até onde se sabe, a menina se sente como se nada fosse estragar o humor dela. Não com ele por perto. E é por isso que ela não está nem aí se está sendo ridícula ou não. Porque é só a verdade. Mesmo que seja uma verdade "mão-única".

Moral da estória: I wanna hold your hand. =)

domingo, 20 de abril de 2008

E para relembrar os velhos tempos...

Da série "O Convívio social".

Na falta do que fazer...


Pois bem. Feriado deprimente, preguiça de fazer coisas úteis, sem cigarro e sem muita dignidade, a gente mexe no paint, né? É. Então, depois de um tempão sem praticar meu lado artístico (hahaha), eis a nova saga desse ano que começa muito sem-graçamente. Só para fazer um teste, né? É. (Eu pergunto e eu respondo. A magia de um monólogo - outra idéia para uma nova saga tosca!). Então, eis o resultado de uma lata de coca-cola e um álbum do Cat Stevens (hahaha de novo).


Why does my heart feel so bad?

Eu sinto uma aura (expressão um pouco mística demais para mim, mas na falta de um pouco mais de sobriedade, vai essa mesma) trágica demais permeando as coisas, as pessoas, os lugares e tudo que está aí circulando aparentemente "na de sempre". Não sei se sou eu apenas eu projetando minhas fraquezas e frustrações e imaginando como seria legal se as coisas estivessem assim mesmo porque dessa forma, elas estariam compadecidas e solidárias à minha tristeza imensa ou realmente há um Q de auto destruição pairando no ar. Eu vejo as pessoas com seus comentários desnecessários, seus draminhas sem precedentes (vai ver é o meu caso; mais um draminha bobo), sua não-vontade de absolutamente nada. Eu sei lá, sabe... Penso que dessa vez não se trata apenas de uma depressãozinha de domingo, mas um pouco mais do que é visível nos semblantes apagados de mais de uma dúzia de tudo por aí.

quinta-feira, 17 de abril de 2008


I will eat you all alive/ There'll be no more lies.

Livro e água benta

Um dia eu vou ser fodona e depois de ler muitas coisas que os outros escreveram, espero ter um momento ímpar de elevação espiritual e entender porque certos livros são considerados cânones pelos grandes caras que pensam a literatura mundial. Veja bem, existem livros que foram escritos para jamais se perderem (apesar de vários deles terem se perdido por aí e ninguém jamais saberá de sua humilde [in]existência {observe meu raciocício expressão matemática de quarta série - primeiro parênteses, depois colchetes e chaves. Juca Chaves. Ê, Mersault!}) porque subjetivamente algumas palavras juntas deram muito certo e se eternizaram da maneira mais bonita que algo poderia se imortalizar. Pois bem, na minha opinião de pequena gafanhota noobie e totalmente mobral, eu entendo perfeitamente porque Cem anos de solidão é um livro que quem em estado de sã consciência não ler, é burro, feio, bobo e chato e não merece piedade na hora do juízo final. Sabe por quê? Porque é um livro escrito com o coração, com a alma e todas essas coisas que o ser humano considera massa demais, véi. Dá para sentir a sutileza de um espírito mágico em cada vírgula e ponto final, em cada palavra estrategicamente escolhida para num resultado final fazer com que você chore de pura emoção e sinta que alguma merda mudou lá dentro de você. Como poooodeeeeeeee isso acontecer, jesus!?! Seria eu uma pessoa deliberadamente "sensível demais/ eu sou um alguém que chora" ou seria o Demônio do Gabriel García Marquez fucking good!?! Ou nenhum dos dois e isso é tão subjetivo que as proposições se anulam na desimportância do indíviduo como evento aleatório nesse mundão de meu deus?

Meio contra o sistema

Acende-se um cigarro e acha-se que o mundo está resolvido. Eu quero de volta meus tempos em que eu ia para o bar tomar coca-cola e ou jogar sinuca e falar sobre a vida. O tempo em que eu me indignava com as coisas. O tempo que cada gole de cerveja era quase uma epifania bêbada, meio torta, mas bastante espontânea e acertada. Você cresce e as drogas vão ficando mais pesadas, porque um gole de cerveja não resolve sua vida mais. Assim como nada resolve. Sempre fica aquele sentimento de insatisfação crônica, mas não de revolta.
Eu quero brigar por causas. Eu quero me juntar à Lenira na grande revolução que talvez nunca existirá.

Constatação.

Eu não sei escrever. Mais.
Nunca soube talvez. Mas agora é grave!