quinta-feira, 17 de abril de 2008

Livro e água benta

Um dia eu vou ser fodona e depois de ler muitas coisas que os outros escreveram, espero ter um momento ímpar de elevação espiritual e entender porque certos livros são considerados cânones pelos grandes caras que pensam a literatura mundial. Veja bem, existem livros que foram escritos para jamais se perderem (apesar de vários deles terem se perdido por aí e ninguém jamais saberá de sua humilde [in]existência {observe meu raciocício expressão matemática de quarta série - primeiro parênteses, depois colchetes e chaves. Juca Chaves. Ê, Mersault!}) porque subjetivamente algumas palavras juntas deram muito certo e se eternizaram da maneira mais bonita que algo poderia se imortalizar. Pois bem, na minha opinião de pequena gafanhota noobie e totalmente mobral, eu entendo perfeitamente porque Cem anos de solidão é um livro que quem em estado de sã consciência não ler, é burro, feio, bobo e chato e não merece piedade na hora do juízo final. Sabe por quê? Porque é um livro escrito com o coração, com a alma e todas essas coisas que o ser humano considera massa demais, véi. Dá para sentir a sutileza de um espírito mágico em cada vírgula e ponto final, em cada palavra estrategicamente escolhida para num resultado final fazer com que você chore de pura emoção e sinta que alguma merda mudou lá dentro de você. Como poooodeeeeeeee isso acontecer, jesus!?! Seria eu uma pessoa deliberadamente "sensível demais/ eu sou um alguém que chora" ou seria o Demônio do Gabriel García Marquez fucking good!?! Ou nenhum dos dois e isso é tão subjetivo que as proposições se anulam na desimportância do indíviduo como evento aleatório nesse mundão de meu deus?

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