quarta-feira, 30 de julho de 2008

Receita para ficar temporariamente de boa

1º passo - Tenha alguma coisa te incomodando profundamente e decida exorcizar os demônios.

2º passo - Mantenha um maço de cigarros por perto e deixe o Metallica se apoderar da sua pessoa.

3º passo - Se expresse de alguma forma (e-mail, por exemplo) sem deixar que as tensões tomem conta de tudo ao seu redor.

4º passo - Remeta ao seu respectivo destinatário e apenas se sinta de boa com isso.

That's all folks! IEEEEEEEEEEEEEEEEEE seek and destroy! Ui!

Memória afetiva

http://ecaralho.zip.net/

segunda-feira, 28 de julho de 2008

hahahahahahahahahahaha

Como eu gasto tempo refletindo sobre as coisas, meu deus! Que tipo de pessoa sou eu? Suicida em potencial? Nah. Que tipo de pessoa sou eu? Oh, JIZAZ!

aisdhaisdfhiasdfhisghisfdhgdfjkhgfsdkjhgkdfjghiahdfqashfydaiouyhfufhudhfsddjhsjghdsgjhsgjhsdjg

Querido diário,

as coisas não vão muito bem. Talvez você já esteja acostumadíssimo com essa reclamação tão recorrente e muito provavelmente de saco cheio. Porque eu já estou de saco cheio. O que acontece é que não dá para ficar de saco vazio quando as circunstâncias não cooperam. E é aquela coisa de se entregar aos estereótipos. No meu caso seria evidentemente o loser mor que enfiam a cabeça na privada e dão descarga incessantemente. Eu não entendo de perspectivas e talvez seja por isso que as coisas dêem tão errado. Nunca fui muito com isso de focar nas situações e tudo fica muito esparramado. É complicado sair pela porta das fundos de cabeça baixa especulando os fatos. Muito embora os fatos sejam só fatos e não tenham exatamente algo para ser interpretado com maior cautela ou força de vontade. O sentimento é de impotência perante o vácuo. É um vácuo que fica frente explicações lacônicas e não satisfatórias; mas ninguém é obrigado a dar explicações quando sente que a situação não é digna de explicações. Ninguém é obrigado a se expor claramente porque dá trabalho. Expor-se é dar brecha para julgamentos; e quem quer ser julgado, não é mesmo? Talvez eu sare mais rápido do que imagino, mas aí eu me lembro que existem coisas de outros carnavais que ainda estão aí para serem de alguma forma curadas. Nem sempre o tempo cura tudo que a gente gostaria. O tempo ainda tem o poder de nos fazer desenterrar, vivenciar uma dor que já foi vivida mesmo que de maneira diferente. E veja como é chato isso. A repetição até o dia de morrer. A grande incidência de crises e chateações estão superando toda a minha intenção de tentar ficar de boa. E tudo está virando uma enorme bola de neve porque não está dando nem tempo de me firmar em algo para poder lidar com outra merda e assim por diante. E fingir que nada está acontecendo, definitivamente não é a melhor solução porque um dia a coisa vem forte e a doideira pega é de jeito. Eu estou psicologicamente cansada, sufocada e descrente. Um dia de cada vez se torna muito difícil quando parece acontecer tudo ao mesmo tempo agora. Estou tão perdida que a impressão é de estar em estado de dormência perceptiva. Estou tão perdida que um analgésico não cura a dor de cabeça. Estou tão perdida a ponto de levantar a bandeira branca da derrota e reconhecer que eu não sei de nada. Nunca soube.

domingo, 27 de julho de 2008


"Você é tão simples e eu chorei
Você é tão só e eu vivo me escondendo
Você pisa em fogo e eu jogo água nas pessoas
Você vai embora e eu nunca te esquecerei

Cada vez mais longe, cada vez mais perto
Cada vez mais longe"

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Screwing up everything since 1985

Se a possibilidade da coisa estar de boa existe, eu vou lá e estrago. É sempre assim. Sempre vivendo atrás dos bastidores do auto-boicote, do combo perfect de ratas super dispensáveis. É sempre assim e eu entendo se por acaso o cansaço destruir tudo. Juro que entendo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

"Eu denunciei o homem que me amparou: eu sou Vicent Moon. Agora pode me desprezar."

(A forma da espada - Ficções - Jorge Luis Borges)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Susta o cheque!

Eu tenho uma amiga e o nome dela é Lenira. Lenira é uma garota magra, de cabelos longos e é fã dos Ramones. Não. Ela nem é só fã. Ramones é tipo religião para ela. Coisas que eu não entendo, mas têm coisas que não foram feitas para entender. A Lenira tem uma risada engraçada porque ela ri pra dentro. E ela acredita no dark side of the force. Mais que qualquer um que eu jamais conheci. Ocultismo, sobrenatural, forças obscuras, forças não-obscuras, forças superiores, forças de uma maneira geral e ela está lá se embrenhando rumo ao desconhecido. Uma pessoa versátil, intrigante, presença e sucinta. Uma pessoa de boa convivência e guru espiritual (de uma certa forma) das pessoas que se enfraquecem de racionalidade e pedem um arrego e outro para o fantástico. Acho extremamente curioso a forma como ela lida com seu tarô, com interpretações de signos e significados, com a crença quase cega em entidades sejam elas de qualquer natureza; como essas entidades podem nos dar uns toques na vida. Ela realmente se propõe a estudar sobre tudo isso e tentar entender do jeito dela o funcionamento da ordem e do caos. E eu acho isso bonito, apesar de de vez em quando me pegar com expressões de desdém por sempre duvidar de tudo e de um pouco mais. No entanto, quando a coisa aperta, o que acontece? Eu corro para a sabedoria que eu não faço idéia de onde vem e deixo, de certa forma, me apegar um pouco aos mistérios da leitura de tarô que Madame Lenirão faz eventualmente. E é tão espontâneo a forma como ela acredita naquilo que está vendo, interpretando e dizendo que não me resta outra opção a não ser dar créditos. Levar em consideração coisa ou outra que parece ser realmente contundente num determinado momento. Há a pagação de sapo. Há um conforto que a gente se deixa levar pelo que é dito, mesmo não sabendo a origem do acaso e da necessidade. É impressionante como eu gostaria de dizer muito mais sobre isso, mas não saberia o que dizer porque não vejo muita explicação racional para tal. E é sempre difícil quando não há explicação racional. Don't you know, don' t you know?
Senta aqui. Escuta aqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

"Sexo é a nostalgia do sexo."

(Filosofia do tédio - Lars Svendsen. Ou livro para menino gordo de prédio)

Tosquidão mental

Bem, segundo todo o conhecimento abarcado pela grande ciência de nossos tempos atuais - a astrologia (risos abafados) - minhas características advindas de uma série de circunstâncias planetárias e regenciais não me deixam negar a verdadeira natureza do meu ser. O que isso quer dizer? Quer dizer que segundo a astrologia eu sou um ser mais social que o normal. O que não é de todo mentira. E o final de semana passado esteve aí para mostrar como é possível uma pessoa ficar com tanta cafubira de estar rodeada de pessoas falando merda mas não poder por motivos de forças maiores, ou seja, uma moléstia que não veio a calhar de forma alguma. Ou até veio porque de vez em quando a gente tem de sentar a bunda tranqüilamente e pensar. Pensar de verdade. Colocar-se de encontro com o íntimo e ver o que que rola. Foi assim que eu me abstive de todos os programas (com certo pesar) e me vi em muitos momentos ameaçada pelo tédio de viver. Pelo tédio de ser quem eu sou. Pelo tédio de ser entendiante (o que vai muito mais além que isso). A questão é que depois de tanta reclusão, (e eu que pensei em ser eremita da montanha criadora de lhamas no final da vida, hein. No way.) no domingo bagaceira que estava me deprimindo do fundo d'alma (ainda mais depois de terminar de ler um livro que mostra um pouco da relação do homem com os cães - passagem coadjuvante, porém muito tocante) me vi com o telefone na mão passando trote na casa dos outros. O quê? Interação social, ué. Dez e tantas da noite e eu ligando para desconhecidos passando trotes. Quero dizer, olha que desgaste emocional! Pegar o telefone, deixar tocar, fazer com que uma pessoa aleatória levante de onde ela estiver para atender a porra de um doente mental ligando para dizer qualquer merda. É engraçado mesmo assim porque é interessante imaginar o que a outra pessoa fica pensando. Até porque isso é algo que uma criança faria. E não uma pessoa com voz fanhosa de gripe entediada dos infernos que resolver incomodar meia dúzia de gentes. Trela inocente, pô.
"Alô. Você conhece o tutu?"

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Eu e o Nick Drake

Nick Drake e eu.

Ele não me conhece (e já está morto). Eu não o conheço (e acho que estou viva). Dada as informações anteriores, como posso eu me reconhecer em cada letra dele? Tão claramente. Tão sem delongas. Tão à primeira ouvida. Eu sei a resposta, mas prefiro guardar no bolso.

These kinds of things (Kind of blue version)


"Baby you make me understand
These foolish little dreams I'm dreaming"


Todos os dias desde de um determinado dia de minha vida, eu me dou o direito de parar e pensar sobre o que é isso tudo que está acontecendo comigo. Essas coisas que eu sempre achei exageradamente levadas em consideração pelos outros sem ao menos cogitar o fato de que eu não via gravidade porque não estava me sentindo daquela forma. E a gravidade existe mesmo. Porque quando se gosta de alguém o senso neurose da gente pula alto ao menor sinal de suposto perigo. Porque quando se gosta de alguém a possessividade e o ciúme ficam gritando naquele menorzinho sinal de indiferença e ou divergências de prioridades. Felizmente, eu aprendi a remoer isso sozinha e tento ficar na minha demonstrando a naturalidade (o que de fato acontece porque eu não tenho paciência de ficar psicando por muito tempo. Na verdade, tenho preguiça mesmo. E aí fica certo.) e de qualquer forma, isso fica prejudicial porque no bolo eu desconsidero as coisas boas todas. E reprimo tudo. Reprimo o ciúme e a possessividade, mas reprimo o afeto, a vontade de falar as coisas que eu gostaria de dizer, os carinhos que eu gostaria de fazer. Reprimo a vontade de falar "Ei. Fica aqui comigo" e reprimo o "não vai embora agora não". Tudo isso porque eu acho que estarei invadindo, desrespeitando o espaço do outro. E nisso fico torcendo com muita força para que o outro descubra o que eu estou pensando e aja como eu gostaria que agisse, mas sabe-se que as chances disso dar certo são mínimas. Acho que eu preciso aprender, apesar de todos os fatores ambientais em questão, que gostar de alguém é invasão. É necessário chegar sorrateiro ou arrombando portas e chutando cadeiras. É necessário achar que talvez o outro queira o mesmo que você, mas a falta de comunicação não deixa a porra do trem fluir. Invasão. O que determina de fato o sucesso da empreitada (sistema sebrae de paquera e relacionamentos) é o agir. Se não tem ação, sobra para o mundo das idéias. E o mundo das idéias nos dá um leque de possibilidades TÃO imensamente vasto sobre um determinado contexto que no final das contas o que acaba restando são as neuras. E o que era bom só se esvai por um simples não-agir. E mesmo depois disso tudo, acho difícil ele ouvir de mim: " - Ei. Gosto muito de você."