Tirando o fato que eu estou me sentindo a pessoa mais burra do mundo?
Tristessa. Nhé.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O impulso de sentir-se em casa em toda parte
"O mundo é vasto, e no entanto é como a própria casa, pois o fogo que arde na alma é da mesma essência que as estrelas; distinguem-se eles nitidamente, o mundo e o eu, a luz e o fogo, porém jamais se tornarão para sempre um alheio ao outro, pois o fogo é alma de toda a luz e de luz veste-se todo fogo."
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Deus é quem decide a minha sorte

Existem pessoas que ficam ricas. Milionárias. Bilionárias. Existem pessoas que encontram o amor da sua vida. A alma gêmea. A tampa da panela. O chinelo pro pé doente. Existem pessoas que nascem multitalentosas. Existem pessoas que pintam, musicam, escrevem; entram para os anais da história da humanidade. Pessoas que nascem para brilhar, fazer e acontecer sem menores esforços; ou até mesmo aquelas que se esforçam o suficente para ter um grand finale recompensador. Existem pessoas que pensam e transformam. Existem pessoas que trazem magia e fazem nossas vidas medíocres serem um pouco melhores de tabela. Pessoas realmente engraçadas, realmente geniais, realmente realmente. E tem eu. Eu que acho drogas quando as quero por perto.
De pé na cova

Sometimes we get LOST. Mãs, "Lost" perdeu a graça. Teve a manha de criar todo um desinteresse com aquele roteiro beirando o charlatanismo. Deus sabe como tentei e me esforcei para ver a quarta temporada. Nem o Sayd com seu perfil "árabe genérico" e nem o Des com aquele jeitinho maroto e pinguço de ser me convenceram a continuar. Enfant. Levando em consideração que a vida perde a graça de vez em quando e que é bom se empenhar em alguma causa, mesmo que essa não seja exatamente nobre e tampouco sinal de lote para capinar, eu fico caçando séries para ver. Depois de uma empreitada rumo ao sucesso interrompida com o absurdamente massa "The Sopranos", eu e o Helhão do churrasco decidimos tentar algo legal. Como "Six feet under", por exemplo. Um seriado que faz com que você sossegue o facho em casa num sábado à noite e você não fica grilada com isso, não poderia ser ruim. E nem é. Longe, longe disso. É o tipo de coisa que eu gosto. Família falida, relações interpessoais e um adendo super importante que é realmente o viés principal de toda a série: a morte. O interessante é como o assunto é abordado em cinco temporadas com episódios relativamente longos e o mais legal, sem ficar enjoativo em nenhum momento porque o mundo é vasto e por mais que a vida não seja lá essa coisa toda que todo mundo tenta pregar por aí, é uma vida de qualquer forma e um bocado de coisas podem acontecer nela. E rola o apego com cada personagem e rola o apego com cada momento que ele passa. O que é muito bobo de dizer porque eu poderia estar dizendo coisas significativas. Mas eu não quero tentar ser significativa porque só vendo para entender o que acontece. Como eu nem terminei de ver a série toda, fica essa coisa pontual justamente porque aqui é o meu cantinho e eu posso botar a merda que eu quiser mesmo que essa merda seja sobre nada. Ou pareça com nada. Mesmo porque eu estou num processo de assimilação de uma longa jornada que só fará muito sentido mesmo na hora em que eu assistir a última cena do último episódio. Deixo maiores deliberações para depois. Fica apenas um registro de relevância circunstancial.
" - Por que você está rindo?"
" - Porque você não está."
Sem-graça
domingo, 24 de agosto de 2008
Como nos velhos tempos...
24 de agosto de 1771 (noite)
Levantei sentindo todo o romantismo próprio desses tempos correndo languidamente pelos vasos de meu corpo. Calcei minha chinelinha campestre e pus-me a caminhar pesadamente pela casa antes mesmo do alvorecer; sorte a minha que me entreguei às dores da solidão e fugi para o interior da Alemanha a fim de negar toda a realidade da Revolução Industrial e viver remoendo a desgraça de minha existência junto à natureza. Ah... a natureza. Quanta magnitude e imponência em suas árvores frondosas cujas sombras mantem-me protegida da racionalidade humana que não sabe mais o que é sentir. Sofro de amor. Se a humanidade soubesse como é puro e visceral o sentimentalismo não se entregaria jamais à suposta vivacidade do progresso. Sofro pela organicidade. Pretendo, logo que o sol despontar no horizonte iluminando cada pedaço de chão e as aurículas do meu coração, caminhar descalça pela terra que me abrigará assim que tudo deixar de ser tudo e eu, ser dotado de grande capacidade afetiva, expirar por causa do amor não correspondido. Não consigo conter tanta ansiedade em meu coração. Cada segundo que passa só serve para agonizar meus batimentos cardíacos e me fazer consciente da tortura que o tempo me provoca. Preciso vê-lo. Meu pobre coração urgencia por esse momento único e fantástico. Sonho a cada instante com os olhares se cruzando; mas, deus! Já penso na possibilidade de não haver olhares. O que será de mim se o momento, se meus maiores anseios não se concretizarem em sua plenitude? Pois sei muito bem! Não aguentarei e enfiarei uma tesoura cega em meu coração. Porque é isso que um bom romântico faz. Sacou?
You live, you learn
Estes dias não andam fáceis. Mas quando andam, não é mesmo!?! Às vezes eu me pego cobrando a mim mesma um pouco mais de desapego em relação às coisas e às circunstâncias, mas abstrair não é a melhor forma de lidar com elas. Não para mim. A vida tem um jeito engraçado de nos mostrar como tudo pode ser realmente bom e realmente fodido. Quero dizer, eu poderia estar matando ou roubando, mas só estou aqui divagando como certas horas tudo parece tão passível de desistência. Eu tenho um amigo e ele está gravemente doente. Convivamos com isso. Apesar do tom de dramatização, a morte já me pegou de surpresa algumas vezes, mas nunca de uma maneira que me atingisse diretamente a ponto de afetar definitivamente meu jeito de lidar com ela. Perder coisas, pessoas e animais os quais gostamos muito acontece com uma certa freqüência, seja perda total ou apenas parcial. E dentre outras situações, isso faz com que eu pare e pense no que exatamente faz sentido ou deixa de fazer. Ver uma pessoa que você gosta muito definhando aos poucos e caminhando a passos largos (ao que me parece, mas todo mundo faz uma questão indecente de tapar o sol com a peneira) para o não fazer parte, chateia, entristece e mais que tudo dá aquela sensação de impotência diante do inexorável "the end". De qualquer forma, eu só espero que tudo fique razoavelmente bem. Pelo menos por enquanto. No mais, vou me distraindo com outras formas de ver a vida que não o sofrimento por antecipação.
domingo, 10 de agosto de 2008
Sonho de padaria.
De um jeito ou de outro que eu não me lembro bem, eu fui parar na casa de um cara que eu não conheço e quando cheguei lá tinha uma prima que há um bocado de tempo não vejo, morando nessa casa. Era um apartamento mais ou menos grande e tinha muitas plantas espalhadas por ele. O dono sempre chamava alguém para ir lá comer alguma coisa. Era sempre comer e nada mais que isso. Um dia então, eu estava lá e comendo e minha prima falava coisas enquanto eu comia, mas eu não me lembro de nada que ela dizia.
Esse mesmo cara, o dono do apartamento, me deu um bocado de dinheiro para comprar sorvete e então eu fui no lugar mais próximo comprar. Esse lugar era um pouco semelhante à rua de trás. A 72. Só que sem igreja. Apenas um imenso lote vago meio misturado com estacionamento e ferro velho; só que havia uma plataforma de concreto gigante e foi lá que eu coloquei todos os potes de sorvete (que não foram poucos) em fileiras depois de tê-los comprado. Isso porque eu não conseguia carregar tudo sozinha (já que eram muitos mesmo) e ainda estava a pé. Notando que a situação estava difícil, ao invés de facilitar e coisa do tipo e pegar um táxi, por exemplo, eu fui carregando de pouco em pouco para esse lote e depois saí pedindo sacolas de plástico emprestadas pela vizinhança. Isso me tomou um bocado de tempo, mas de certa forma, eu nem estava me importando se os sorvetes estavam derretendo ou não.
Depois de arrumar um montão de sacolas, voltei para buscar os sorvetes e fiquei totalmente frustrada e chateada porque tinha um monte de gente tomando os sorvetes e desperdiçando e jogando fora e se lambuzando e aparentemente sendo muito feliz com aqueles sorvetes todos. E eu só conseguia pensar no que eu ia dizer pro cara que me deu o dinheiro para comprar aquilo tudo e eu nem tive a capacidade de tomar conta sem causar prejuízos. Fiquei realmente muito triste com tudo aquilo e então decidi que a melhor coisa era tentar fazer com que as pessoas entendessem a rata que elas estavam dando a achar que elas tinham o direito de usufruir daquilo gratuitamente sem nem procurar saber quem era dono e tal e coisa. E ninguém me ouvia. Todas as pessoas que se esbaldaram em sorvete ficavam rindo de mim na minha cara. Ou apontando e rindo e me chamando de idiota como se eu não tivesse a menor idéia do papel de ridícula que eu estava fazendo ao tentar recuperar pote por pote.
No final das contas, a história do sorvete me deu muito problema, mas o sonho acabou comigo dando um passeio na praia junto com o Astolfo. O cachorro mais bonito da face da terra. O bassê mais simpático e carismático do universo. O pêlo mais brilhante, as orelhas mais macias. Nossa! Ele era a coisa mais bonita de verdade. Queria até que ele se materializasse para eu ficar rolando na grama com ele o dia inteiro.
De qualquer jeito, achei esse sonho tão paia... mas como eu lembrei de quase tudo, resolvi postar; embora a parte do cachorro tenha valido tanto a pena que nem sei dizer.
sábado, 9 de agosto de 2008
Nina Simone na cartilha
Um pouco de obviedade

Chega um tempo na vida que a melhor coisa é largar o Édipo (como diria o Hélio). Ir embora de casa e deixar que a vida fale por si só. Dar um ar de autonomia e achar que por fim, você é capaz de estar só. Porque só todo mundo já é. Aguardo ansiosamente pela minha vez. Minha casa, meu telefone. O reforço do meu mundinho demente e totalmente individualista. Que coisa não!?!
Eu entendo, compreendo e não concordo

E lá vamos nós....
Eu tenho um amigo e ele sempre está lá com o bom coração levando em consideração o histórico das pessoas. Por muito tempo eu achei isso o fim da picada, mas parece que eu estou me tornando esse tipinho de gente que acha que meia dúzia de rés na vida são necessárias para justificar uma cagada pontual. Não! Não mesmo. Eu nem concordo com isso. Nunca concordei e não vai ser agora que eu vou me deixar enganar pelo método assistente social de lidar com as coisas.
A questão não é egoísmo. Não é totalitarismo. E não é a porra da falta de complacência. Na verdade, se trata da grande burrice eterna das pessoas, em seu mundinho demente e totalmente individualista, achar que tem mais problemas que o resto do mundo e que sempre o mundo é que é o filho-da-puta responsável por tudo que dá errado na sua vida. NÃO! NÃO, PORRA! Tá errado! Não é assim! Às vezes o problema é tão nosso que a gente acaba se sufocando com a poeira acumulada por anos e anos de preguiça de pegar uma merda de uma pá ao invés de varrer pra debaixo do tapete.
E eu não quero mais fazer o papel de doce Beta compreensiva e gente boa que está lá para o que der e vier.
Fuck this shit. Damn it!
P. S.: Amigos são pra isso, mas tudo na desgraça da vida tem limite. E tenho dito!
Enfia essa metáfora no cu
Pras pessoas que insistem em fazer do simples uma palhaçada.
Nunca ouviu falar em idéia reta não, chapinha?
Nunca ouviu falar em idéia reta não, chapinha?
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