segunda-feira, 25 de agosto de 2008

De pé na cova


Sometimes we get LOST. Mãs, "Lost" perdeu a graça. Teve a manha de criar todo um desinteresse com aquele roteiro beirando o charlatanismo. Deus sabe como tentei e me esforcei para ver a quarta temporada. Nem o Sayd com seu perfil "árabe genérico" e nem o Des com aquele jeitinho maroto e pinguço de ser me convenceram a continuar. Enfant. Levando em consideração que a vida perde a graça de vez em quando e que é bom se empenhar em alguma causa, mesmo que essa não seja exatamente nobre e tampouco sinal de lote para capinar, eu fico caçando séries para ver. Depois de uma empreitada rumo ao sucesso interrompida com o absurdamente massa "The Sopranos", eu e o Helhão do churrasco decidimos tentar algo legal. Como "Six feet under", por exemplo. Um seriado que faz com que você sossegue o facho em casa num sábado à noite e você não fica grilada com isso, não poderia ser ruim. E nem é. Longe, longe disso. É o tipo de coisa que eu gosto. Família falida, relações interpessoais e um adendo super importante que é realmente o viés principal de toda a série: a morte. O interessante é como o assunto é abordado em cinco temporadas com episódios relativamente longos e o mais legal, sem ficar enjoativo em nenhum momento porque o mundo é vasto e por mais que a vida não seja lá essa coisa toda que todo mundo tenta pregar por aí, é uma vida de qualquer forma e um bocado de coisas podem acontecer nela. E rola o apego com cada personagem e rola o apego com cada momento que ele passa. O que é muito bobo de dizer porque eu poderia estar dizendo coisas significativas. Mas eu não quero tentar ser significativa porque só vendo para entender o que acontece. Como eu nem terminei de ver a série toda, fica essa coisa pontual justamente porque aqui é o meu cantinho e eu posso botar a merda que eu quiser mesmo que essa merda seja sobre nada. Ou pareça com nada. Mesmo porque eu estou num processo de assimilação de uma longa jornada que só fará muito sentido mesmo na hora em que eu assistir a última cena do último episódio. Deixo maiores deliberações para depois. Fica apenas um registro de relevância circunstancial.


" - Por que você está rindo?"
" - Porque você não está."

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