É claro que ia me lembrar de, exatamente, um ano atrás. Quando eu, chapada de tequila, esperando nada da vida tive a sorte de um amor tranquilo e, para a minha supresa, transformou-se num bem-querer-bem-quisto. Uma boa querência. Porque se o Graciliano Ramos ou sei lá quem pode inventar um tanto de palavras bonitas, eu posso ensaiá-las; embora minha criatividade esteja perigando, afundando em ostracismo. Isso é porque a vida te obriga a fazer trabalhos braçais, mecânicos e o cérebro vai enferrujando. Aí só sobra a própria vida para dar inspiração nisso de gargarejar bobagens e remoer bestanças. Sabe, eu não sei ser poética. Não tenho lirismo. Não tenho formação "poemática" e tenho problemas graves de admitir os sentimentos. Deve ser porque eles não são lógicos. Não são empiricamente provados e não são passíveis de sistematizações. Mas eu tento. Tento enxergar a beleza que existe em situações inesperadas que não exigem uma reação enzimática ou um modelo esquemático de um invertebrado qualquer. Eu tento. E às vezes até consigo.
Porém, o que eu queria dizer mesmo, era sobre as meias. Um par delas. Felpudas e macias e só faltou ser animada para sair saltitando por aí. Meias que dá vontade de ficar passando na cara o dia inteiro porque são a razão de uma existência quando se entende porque o inverno é maravilhoso e leva as pessoas a inventar acessórios típicos desse tempo. Meias felpudas; que lembram o amor. O amor retardado de inventar apelidinhos cretininhos, pequenininhos e diminutivinhos. Esse negócio que motiva e que a gente desdenha e acha ridículo até experimentá-lo. Esse troço que cria uma calmaria e permite sentir a leveza, quando em vez.
Eu sei lá falar sobre isso... acho mais fácil montar uma transparência.
=/
Porém, o que eu queria dizer mesmo, era sobre as meias. Um par delas. Felpudas e macias e só faltou ser animada para sair saltitando por aí. Meias que dá vontade de ficar passando na cara o dia inteiro porque são a razão de uma existência quando se entende porque o inverno é maravilhoso e leva as pessoas a inventar acessórios típicos desse tempo. Meias felpudas; que lembram o amor. O amor retardado de inventar apelidinhos cretininhos, pequenininhos e diminutivinhos. Esse negócio que motiva e que a gente desdenha e acha ridículo até experimentá-lo. Esse troço que cria uma calmaria e permite sentir a leveza, quando em vez.
Eu sei lá falar sobre isso... acho mais fácil montar uma transparência.
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