domingo, 30 de agosto de 2009

Deus, esse grande sujeito... É o destino

É claro que ia me lembrar de, exatamente, um ano atrás. Quando eu, chapada de tequila, esperando nada da vida tive a sorte de um amor tranquilo e, para a minha supresa, transformou-se num bem-querer-bem-quisto. Uma boa querência. Porque se o Graciliano Ramos ou sei lá quem pode inventar um tanto de palavras bonitas, eu posso ensaiá-las; embora minha criatividade esteja perigando, afundando em ostracismo. Isso é porque a vida te obriga a fazer trabalhos braçais, mecânicos e o cérebro vai enferrujando. Aí só sobra a própria vida para dar inspiração nisso de gargarejar bobagens e remoer bestanças. Sabe, eu não sei ser poética. Não tenho lirismo. Não tenho formação "poemática" e tenho problemas graves de admitir os sentimentos. Deve ser porque eles não são lógicos. Não são empiricamente provados e não são passíveis de sistematizações. Mas eu tento. Tento enxergar a beleza que existe em situações inesperadas que não exigem uma reação enzimática ou um modelo esquemático de um invertebrado qualquer. Eu tento. E às vezes até consigo.
Porém, o que eu queria dizer mesmo, era sobre as meias. Um par delas. Felpudas e macias e só faltou ser animada para sair saltitando por aí. Meias que dá vontade de ficar passando na cara o dia inteiro porque são a razão de uma existência quando se entende porque o inverno é maravilhoso e leva as pessoas a inventar acessórios típicos desse tempo. Meias felpudas; que lembram o amor. O amor retardado de inventar apelidinhos cretininhos, pequenininhos e diminutivinhos. Esse negócio que motiva e que a gente desdenha e acha ridículo até experimentá-lo. Esse troço que cria uma calmaria e permite sentir a leveza, quando em vez.

Eu sei lá falar sobre isso... acho mais fácil montar uma transparência.

=/

Hora da faxina

É um tanto de poeira embaçando a visão. São as teias de aranha tomando conta de todos os ângulos perpendiculares. É o mormaço de agosto trazendo o banzo e a preguiça de tirar as vendas da justiça. Sabe que a gente nunca sabe o que fazer com que há tempos está sendo apenas jogado nos cantos da casa. Não tem espaço para elas. O ser humano e sua incrível habilidade de acumular coisas, coisinhas e coisonas. Coisas ocupam muito espaço até que você perceba que não sobra espaço para você. Aí é fazer o limpa. Sacos pretos para os dispensáveis, caixas de sapato para o que, aparentemente, ainda tem algum valor. Espaço para o que importa e inferno astral para quem nasceu nesses vindouros tempos de libra. É sempre difícil decidir o que é lixo e o que é (?). É sempre difícil pegar a vassoura e sair voando em cima dela por aí. Dizem que a limpeza traz clareza aos sentidos. Traz o conforto de existir onde o entulho transparece estagnação. É que nem cortar os cabelos como metáfora de novas perspectivas. Como se mudar o corte fizesse de alguém um novo alguém. Um desinfetante floral para dar um ar agradável e desentupir o nariz do cheiro de mofo, guardado, doença. Mudar os ares pelo perfume que antes significava alguma coisa e depois tornou-se lembranças de algo que fez sentido. O grande lance é o dinamismo da vida e a verdade que reside num simples corte de cabelo. Ou troca de perfumes. Ou vassouras e rodos e baldes e faxina. Tudo se mistura no intuito de provocar mudanças. Poderia ser corriqueiro se não fosse tão complicado ter desejo. "Empilhar NÃO é arrumar!"

quinta-feira, 11 de junho de 2009

SPENDING myyy tiiimeeeee
Watching the dayyyysss goooo byyyyy
I'm feeling so small
I stare at the wall

blá blá blá

domingo, 10 de maio de 2009

A reminder

If I get old
I will not give in
But if I do
Remind me of this

Remind me that
Once I was free
Once I was cool
Once I was me

And if I sat down and cross my arms
Hold me until this song

Knock me out
Smash out my brains
If I take the chair and start to talk shit

If I get old remind me of this
That night we kissed and I really meant it
Whatever happens if we're still speaking
Pick up the phone
Play me this song

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Natureza morta

As flores estão murchas
As flores estão secas
As frutas estão podres

terça-feira, 5 de maio de 2009

Muitas vezes eu me pego preenchida por uma insegurança descomunal que me desestrutura. Em certos tempos isso vem à tona em forma de impulsos arredios e assustados que me impedem de assumir ser a pessoa que eu sempre acreditei ser. Não é justo que uma circustância permanente, ainda que isso soe um tanto quanto paradoxal, me faça acreditar que estamos vivendo algum tipo de tábua de salvação. Porque eu não acredito em tábuas de salvação. Eu sempre tentei, da forma mais honesta possível, fazer com que as responsabilidades dos meus atos e de minha vida fossem assuntos tão meus que acabou nesse tique egoísta de não saber me comunicar. E muitas coisas já deram errado porque eu sempre tive dificuldade em esclarecer o que se passa na minha cabeça quando as coisas estão desmoronando ao meu redor. A fobia mais intensa de que já tive notícia a respeito de mim mesma, é do abandono. Fobia de abandono. Porque é isso que as pessoas fazem quando elas se sentem retraídas, desconfortadas, desinteressadas e ou pressionadas por uma situação extrema; elas abandonam o barco sem nenhum precedente e deixam algumas responsabilidades que não te dizem respeito entranhar em você como se elas fossem uma parte esquecida a qual você nunca deu importância. E pode ser que seja isso mesmo. É o tipo de momento em que você se pega perguntando "onde foi que eu errei?", embora não tenha errado hora nenhuma. Para quem chegou num ponto de nem acreditar em amor, digamos que a oportunidade de crer e vivenciar uma experiência digna de, tenha surgido; mas eu fico me perguntando, às vezes, se não o tenho levado a sério demais, à risca demais, demasiadamente racional.
O que eu penso agora (e não consigo me livrar disso) é no fato de ter tornado as coisas pesadas. Tão pesadas que eu mesma me tornei um peso. Um peso que tende a afundar mais um pouco cada vez que algo fica maldito, mal interpretado, mal colocado, maltratado. Eu nunca vou saber se estou fazendo as coisas direito porque eu sinto que perdi um pouco dos parâmetros do que é direito.
Eu não sei o que fazer. Acho que é chegada a hora de rever as prioridades.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

I Might Be Wrong

(Radiohead)

I might be wrong
I might be wrong
I could have sworn
I saw a light coming on

I used to think
I used to think
There is no future left at all
I used to think

Open up, begin again
Let's go down the waterfall
Think about the good times
And never look back
Never look back

What would I do?
What would I do?
If I did not have you?

Open up, let me in
Let's go down the waterfall
Have ourselves a good time
It's nothing at all
Nothing at all
Nothing at all