Estes dias não andam fáceis. Mas quando andam, não é mesmo!?! Às vezes eu me pego cobrando a mim mesma um pouco mais de desapego em relação às coisas e às circunstâncias, mas abstrair não é a melhor forma de lidar com elas. Não para mim. A vida tem um jeito engraçado de nos mostrar como tudo pode ser realmente bom e realmente fodido. Quero dizer, eu poderia estar matando ou roubando, mas só estou aqui divagando como certas horas tudo parece tão passível de desistência. Eu tenho um amigo e ele está gravemente doente. Convivamos com isso. Apesar do tom de dramatização, a morte já me pegou de surpresa algumas vezes, mas nunca de uma maneira que me atingisse diretamente a ponto de afetar definitivamente meu jeito de lidar com ela. Perder coisas, pessoas e animais os quais gostamos muito acontece com uma certa freqüência, seja perda total ou apenas parcial. E dentre outras situações, isso faz com que eu pare e pense no que exatamente faz sentido ou deixa de fazer. Ver uma pessoa que você gosta muito definhando aos poucos e caminhando a passos largos (ao que me parece, mas todo mundo faz uma questão indecente de tapar o sol com a peneira) para o não fazer parte, chateia, entristece e mais que tudo dá aquela sensação de impotência diante do inexorável "the end". De qualquer forma, eu só espero que tudo fique razoavelmente bem. Pelo menos por enquanto. No mais, vou me distraindo com outras formas de ver a vida que não o sofrimento por antecipação.
domingo, 24 de agosto de 2008
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