domingo, 10 de agosto de 2008

Sonho de padaria.

De um jeito ou de outro que eu não me lembro bem, eu fui parar na casa de um cara que eu não conheço e quando cheguei lá tinha uma prima que há um bocado de tempo não vejo, morando nessa casa. Era um apartamento mais ou menos grande e tinha muitas plantas espalhadas por ele. O dono sempre chamava alguém para ir lá comer alguma coisa. Era sempre comer e nada mais que isso. Um dia então, eu estava lá e comendo e minha prima falava coisas enquanto eu comia, mas eu não me lembro de nada que ela dizia.
Esse mesmo cara, o dono do apartamento, me deu um bocado de dinheiro para comprar sorvete e então eu fui no lugar mais próximo comprar. Esse lugar era um pouco semelhante à rua de trás. A 72. Só que sem igreja. Apenas um imenso lote vago meio misturado com estacionamento e ferro velho; só que havia uma plataforma de concreto gigante e foi lá que eu coloquei todos os potes de sorvete (que não foram poucos) em fileiras depois de tê-los comprado. Isso porque eu não conseguia carregar tudo sozinha (já que eram muitos mesmo) e ainda estava a pé. Notando que a situação estava difícil, ao invés de facilitar e coisa do tipo e pegar um táxi, por exemplo, eu fui carregando de pouco em pouco para esse lote e depois saí pedindo sacolas de plástico emprestadas pela vizinhança. Isso me tomou um bocado de tempo, mas de certa forma, eu nem estava me importando se os sorvetes estavam derretendo ou não.
Depois de arrumar um montão de sacolas, voltei para buscar os sorvetes e fiquei totalmente frustrada e chateada porque tinha um monte de gente tomando os sorvetes e desperdiçando e jogando fora e se lambuzando e aparentemente sendo muito feliz com aqueles sorvetes todos. E eu só conseguia pensar no que eu ia dizer pro cara que me deu o dinheiro para comprar aquilo tudo e eu nem tive a capacidade de tomar conta sem causar prejuízos. Fiquei realmente muito triste com tudo aquilo e então decidi que a melhor coisa era tentar fazer com que as pessoas entendessem a rata que elas estavam dando a achar que elas tinham o direito de usufruir daquilo gratuitamente sem nem procurar saber quem era dono e tal e coisa. E ninguém me ouvia. Todas as pessoas que se esbaldaram em sorvete ficavam rindo de mim na minha cara. Ou apontando e rindo e me chamando de idiota como se eu não tivesse a menor idéia do papel de ridícula que eu estava fazendo ao tentar recuperar pote por pote.
No final das contas, a história do sorvete me deu muito problema, mas o sonho acabou comigo dando um passeio na praia junto com o Astolfo. O cachorro mais bonito da face da terra. O bassê mais simpático e carismático do universo. O pêlo mais brilhante, as orelhas mais macias. Nossa! Ele era a coisa mais bonita de verdade. Queria até que ele se materializasse para eu ficar rolando na grama com ele o dia inteiro.
De qualquer jeito, achei esse sonho tão paia... mas como eu lembrei de quase tudo, resolvi postar; embora a parte do cachorro tenha valido tanto a pena que nem sei dizer.

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