Acende-se um cigarro e acha-se que o mundo está resolvido. Eu quero de volta meus tempos em que eu ia para o bar tomar coca-cola e ou jogar sinuca e falar sobre a vida. O tempo em que eu me indignava com as coisas. O tempo que cada gole de cerveja era quase uma epifania bêbada, meio torta, mas bastante espontânea e acertada. Você cresce e as drogas vão ficando mais pesadas, porque um gole de cerveja não resolve sua vida mais. Assim como nada resolve. Sempre fica aquele sentimento de insatisfação crônica, mas não de revolta.
Eu quero brigar por causas. Eu quero me juntar à Lenira na grande revolução que talvez nunca existirá.
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