quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pote de mel para os povos


Eu sinto a demência. Ela está bem aqui ao meu lado suspirando e sussurrando absurdos em meu ouvido outrora seletivo. A sorte da vida é ter um maço de cigarros e Nina Simone para sufocar as ansiedades do coração e os ímpetos da alma. É difícil falar sobre coisas fortes que invadem o íntimo da gente. Eu fui educada para ser uma pessoa contida nessa área específica de uma vida solitariamente sentida à meia-luz; como um balcão de bar qualquer com uma dose de qualquer coisa e uma voz de bêbado amanhecido (vide Tom waits) ecoando dentro da cabeça. Se você não dá as caras o dia inteiro é porque não tem noção do estrago que causa. Não sabe quantas vezes eu tive que dar PLAY naquela música só para lembrar de como é doce ter a ilusão de que foi escolhida a dedo só para aquele momento bobo, porém, não tão bobo como agora. tsc tsc. Ahhh, mais eu sinto a demência! Posso sentir cada pedaço do meu cérebro derretendo dentro da cabeça e chegar ao ponto de perder a noção de ridículo. Antes era tudo muito tropical. Agora é tudo muito etilicamente ineficaz. Estou embriagada de afeto. JIZAZ!

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