quinta-feira, 19 de junho de 2008

Hoje eu acordei agorinha. Não fui à aula, não quis ver ninguém. Mal queria respirar e acho que isso tudo pode ser fruto da tpm. Mas levando em consideração que a gente sempre precisa de uma porra de um bode expiatório, digamos que seja eu mesma. Tudo que estou sentindo é culpa minha. PRONTO. Melhor assim.
Eu acordei me sentindo meio nada. Aquela sensação de vazio estupenda e uma tremenda vontade de fugir para algum lugar. Um lugar no meio do nada. Tipo Paris, Texas. Às vezes eu acho que poderia tentar umas doideiras e ver o que acontece; minha vida é muito sem-graça e eu realmente preciso experimentar fortes emoções. Que venham da simplicidade ainda, mas emoções que venham de algum lugar, porém, nem era sobre isso que eu queria falar.
Antes de acordar, eu estava dormindo, certo? Certo. Pois é. E eu estava tendo um sonho medonho. Eu nunca fui muito chegada nisso de sonhar com morte e se lembrasse ao acordar, levar a vida normalmente como se nada tivesse acontecido. Isso mexe comigo de alguma forma. E do jeito que foi, deu para mexer mais ainda porque eu acredito mesmo que haja um significado muito absurdo para o que aconteceu no meu sonho.
O que rolou foi que eu passei muito tempo do meu sonho tentando ligar meu som. Muito tempo mesmo. Tipo horas... tentando limpar e consertar e arrumar e tudo isso para ouvir uma música específica que era qualquer uma do Nirvana que eu não me lembro agora. E lembro que tinha umas amigas zanzando pela casa com muitos chocolates nas mãos e tinha m&m's esparramados por tudo que é lugar e isso atraía as baratas que de certa forma, impediam que meu som funcionasse. Enfim, do nada isso tudo corta para um lugar totalmente diferente. E lá estou eu encontrando meu ex-namorado (que não faz sentido nenhum depois de tanto tempo) num clube muito abandonado (o que é recorrente. Porque todas as vezes que esse imbecil aparece num sonho meu é sempre num clube abandonado) e ele me chega todo queroso e BAM, eu começo a ficar com ele e me sentir a pessoa mais apaixonada do mundo outra vez. Passado alguns momentos de amor e tal e coisa, aparecemos numa área de uma imensa casa em frente à uma praça enorme com uma movimentação muito grande de pessoas. Pára um carro em frente dessa área e descem dois caras muito nervosos e lá estou eu sentada num sofá abraçada ao infeliz quando um dos caras o chama de canto e dá um tiro certeiro na boca dele. E ele morre, obviamente. Mas o mais interessante é que eu não choro. Não sinto absolutamente nada. NADA. Eu nem consigo ter pena da mãe dele que estava do meu lado rindo e conversando animadamente até então. Eu simplesmente pego minhas coisas e vou embora. Só vou embora. E de uma certa forma, é muito o que eu gostaria de fazer nesse exato momento. Ir embora e sentir falta de um monte de gente.

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