São aquelas coisas que ninguém pode fazer por você. O ânimo para se levantar, para se lavar, para continuar existindo e dar fluidez à vida. Pegar ônibus e aguardar pelo próximo que levará ao trabalho e com todo o esforço do mundo (ou nem tanto), tentar fazer com que as pessoas prestem atenção no que lhes é falado. Mas a parte relevante é essa de esperar o próximo ônibus. Acender um cigarro distante para não incomodar a maioria que desconhece a compania desse mesmo cigarro. E a falsa sensação de companheirismo proporcionada por um outro que acende um também, estimulado pelo seu próprio cigarro. É engraçado como às vezes não se precisa, necessariamente, de palavras para não se sentir só. É engraçado isso de querer ter a impressão de não ser/estar só.
quarta-feira, 4 de março de 2009
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