
Traduzido para o português como "Muito além do jardim", com Peter Sellers e dirigido por Hal Ashby, esse é um dos melhores filmes que eu já vi em minha humilde vida. Assim como foi "Ensina-me a viver", também dirigido pelo Hal.
Não tenho grandes comentários a fazer a respeito porque minha mediocridade está deveras aguçada neste exato momento e me impede de dizer algo realmente satisfatório. Mesmo porque alguém já fez isso e com certeza muito melhor do que eu poderia fazer. O que eu poderia dizer é que é uma crítica sagaz e certeira no seio da população norte-americana. Não só a eles, obviamente, mas talvez até à enorme carência que as pessoas têm diante da vida. Tudo se dá num determinado contexto, e em contexto de morte e crise econômica (como no caso do filme) as pessoas tendem muito mais a se apegar ao mínimo que lhes aparece e atribuir ares oraculares ao pouco que lhes é dito.
E a forma como as coisas são ditas... O humor é de uma sutileza impressionante. O filme têm cenas antológicas como por exemplo, o momento em que o Chance (a começar pela fritação do nome do personagem) sai pela primeira vez de casa e tem um contato com a realidade nua, crua e não vaselinada, após viver sua vida praticamente toda como empregado (jardineiro) de uma casa e tido como referência de vida, universo e tudo mais, apenas a televisão, ao som de "Also sprach Zarathustra" com arranjos de Eumir Deodato na íntegra. Digamos que isso valeria o filme, mas ele consegue ultrapassar as barreiras do esperado.
(Matando a cobra e mostrando o pau: http://www.youtube.com/watch?v=3BsiHydrT6U&feature=PlayList&p=62F77B9F3DB67EBF&playnext=1&playnext_from=PL&index=1)
Só para constar: "- Do you know Raphael?"
Fantástico.
Não tenho grandes comentários a fazer a respeito porque minha mediocridade está deveras aguçada neste exato momento e me impede de dizer algo realmente satisfatório. Mesmo porque alguém já fez isso e com certeza muito melhor do que eu poderia fazer. O que eu poderia dizer é que é uma crítica sagaz e certeira no seio da população norte-americana. Não só a eles, obviamente, mas talvez até à enorme carência que as pessoas têm diante da vida. Tudo se dá num determinado contexto, e em contexto de morte e crise econômica (como no caso do filme) as pessoas tendem muito mais a se apegar ao mínimo que lhes aparece e atribuir ares oraculares ao pouco que lhes é dito.
E a forma como as coisas são ditas... O humor é de uma sutileza impressionante. O filme têm cenas antológicas como por exemplo, o momento em que o Chance (a começar pela fritação do nome do personagem) sai pela primeira vez de casa e tem um contato com a realidade nua, crua e não vaselinada, após viver sua vida praticamente toda como empregado (jardineiro) de uma casa e tido como referência de vida, universo e tudo mais, apenas a televisão, ao som de "Also sprach Zarathustra" com arranjos de Eumir Deodato na íntegra. Digamos que isso valeria o filme, mas ele consegue ultrapassar as barreiras do esperado.
(Matando a cobra e mostrando o pau: http://www.youtube.com/watch?v=3BsiHydrT6U&feature=PlayList&p=62F77B9F3DB67EBF&playnext=1&playnext_from=PL&index=1)
Só para constar: "- Do you know Raphael?"
Fantástico.
Um comentário:
Nossa vc viu esse filme naquele livro tb?
To baxando ele
so que vai demorar
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